CICADA

(CIGARRA)

Desde 2020

Esse trabalho surge a partir das relações com meu corpo e seu movimento. Entre 2019 e 2020, minha experiência como morador de uma Firenze turística que reverencia seu passado renascentista, de repente se deflagrou em incertezas e um vazio, impostos pela pandemia. Nesse cenário, existe tanto a impossibilidade de se deslocar quanto a de dançar, esvaziando as possibilidades daquele corpo, como se eu estivesse permanentemente num palco vazio. Saio então do epicentro anterior da pandemia, e me desloco para o novo epicentro em meados de 2020, ao retornar ao Brasil. Memórias do vazio, o corpo como lugar de transição, de ressignificação, passa a ser como o exoesqueleto impregnado de lembranças de outro espaço/tempo. Estrutura do abandono necessário para o crescimento. Pele de memórias, envolta na complexidade entre crescimento, perda e dor. Nesse sentido meu corpo físico e social metaforicamente se torna um só nas reminiscências, ecdise que se materializa em minha pesquisa poética.

Pesquisa que resultará em instalações, fotografias, livro, entre outras.