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Meu trabalho nasce e se articula a partir da minha trajetória como bailarino, na qual desenvolvi uma escuta delicada e cuidadosa sobre o meu corpo e seu movimento, um diálogo constante entre o físico e o mental, que influencia, em todos os níveis, o meu processo criativo. A construção desse corpo-bailarino idealizado e excludente é traumática e dolorosa, e na minha pesquisa visual tento chegar cada vez mais perto de desconstruir esses parâmetros que me moldaram. Me interesso por uma leitura de mundo feita pelo corpo e busco jogar com o conceito de “caixa cênica”, um lugar de atuação, fricção e dramatização, onde os corpos que materializo e diluo habitam e são coreografados. Recentemente iniciei uma investigação sobre rastros históricos de formas de se movimentar e de moldar um físico a partir de padrões estéticos. Exploro diferentes tipos de materiais e técnicas, transitando entre fotografia, instalação, pintura, objeto, vídeo, performance e dança contemporânea.